Quitação bilionária abre caminho para o renascimento de três usinas, com destaque para a Guaxuma, em Coruripe, que pode gerar milhares de empregos em Teotônio Vilela e região.
Por Jardel Cassimiro, para o Correio 101
UNIÃO DOS PALMARES, Alagoas – Um sopro de esperança e renovação atravessa a economia alagoana. Após a liquidação histórica de cerca de R$ 2 bilhões em dívidas da massa falida, os herdeiros do saudoso empresário João Lyra estão prestes a reassumir o comando do Grupo Laginha, um dos pilares da indústria sucroalcooleira no estado.
A previsão é que, até 2026, as três usinas do grupo voltem oficialmente às mãos da família, encerrando anos de incertezas e inaugurando uma fase de novas oportunidades. Além do resgate patrimonial, existe a expectativa de um excedente financeiro de até R$ 200 milhões para os herdeiros, fortalecendo ainda mais a capacidade de investimento e expansão.
Esse desfecho só foi possível graças a um antigo crédito que a Usina Laginha detinha com a União, permitindo quitar integralmente dívidas trabalhistas e tributárias. O resultado é um terreno fértil para a retomada de atividades e para a reativação econômica em várias regiões do estado.
Entre as três unidades, a Usina Guaxuma, em Coruripe, desponta como peça-chave nesse renascimento. Com capacidade para produzir tanto açúcar quanto álcool, sua plena reativação tem potencial de irradiar desenvolvimento para municípios vizinhos, especialmente Teotônio Vilela, que poderá ver milhares de postos de trabalho serem criados direta e indiretamente. Para uma cidade que tem no setor produtivo uma de suas maiores vocações, a Guaxuma representa esperança e prosperidade.
As demais unidades também carregam importância estratégica:
Uruba (Atalaia) – Atualmente arrendada, pode ser reintegrada à estratégia da família ou transformada em atrativo para novos investidores.
Laginha (União dos Palmares) – Tradicional e histórica, dedica-se exclusivamente à produção de álcool, alinhando-se à crescente demanda por biocombustíveis.
O retorno do Grupo Laginha simboliza mais do que a recuperação de um patrimônio: é a chance de reescrever um ciclo de desenvolvimento regional, devolvendo dignidade e esperança a milhares de trabalhadores e suas famílias.
O legado de João Lyra, um dos nomes mais marcantes da agroindústria nordestina, agora encontra eco em seus herdeiros, que carregam a responsabilidade e a oportunidade de recolocar Alagoas no mapa nacional como protagonista do açúcar, do etanol e da geração de empregos.

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